Fitoterapia - o que é

A palavra Fitoterapia deriva dos termos “Phyton” = vegetal e “Therapeia” = terapia e, segundo o Dicionário Aurélio da língua portuguesa, significa “Tratamento de doença mediante o uso de plantas”.

Aqui no site da Farmácia HIKARI encontre vários itens fitoterápicos.

 

Do site de JOÃO JOSÉ TULHA do LAGO :

 

O uso de plantas medicinais pela população mundial tem sido muito

significativo nos últimos tempos. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS)

mostram que cerca de 80% da população mundial fez o uso de algum tipo de erva

na busca de alívio de alguma sintomatologia dolorosa ou desagradável. Desse

total, pelo menos 30% deu-se por indicação médica.

A utilização de plantas medicinais tem inclusive recebido incentivos da

própria OMS. São muitos os fatores que vêm colaborando no desenvolvimento de

práticas de saúde que incluam plantas medicinais, principalmente, econômicas e

sociais.

"As plantas medicinais brasileiras não curam apenas, fazem milagres". Com

esta célebre frase, Von Martius definiu bem a capacidade de nossas ervas

medicinais.

É bem provável que das cerca de 200.000 espécies vegetais que possam

existir no Brasil, na opinião de alguns autores, pelo menos a metade pode ter

alguma propriedade terapêutica útil à população, mas nem 1% dessas espécies

com potencial foi motivo de estudos adequados. As pesquisas com estas espécies

devem receber apoio total do poder público, pois, além do fator econômico, há que

se destacar a importância para a segurança nacional e preservação dos

ecossistemas onde existam tais espécies.

Muitas substâncias exclusivas de plantas brasileiras encontram-se

patenteadas por empresas ou órgãos governamentais estrangeiros, porque a

pesquisa nacional não recebe o devido apoio. Hoje em dia, o custo para

desenvolver medicamentos sintéticos ou semi-sintéticos é muito elevado e tem se

mostrado pouco frutífero.

Os trabalhos de pesquisa com plantas medicinais, via de regra originam

medicamentos em menor tempo, com custo muitas vezes inferior e,

conseqüentemente, mais acessíveis à população, que, em geral, encontra-se sem

quaisquer condições financeiras de arcar com os custos elevados da aquisição de

medicamentos que possam ser utilizados como parte do atendimento das

necessidades primárias de saúde, principalmente porque na maioria das vezes as

matérias primas utilizadas na fabricação desses medicamentos são importadas.

Por esses motivos ou pela deficiência da rede pública de assistência primária

de saúde, cerca de 80% da população brasileira não tem acesso aos

medicamentos ditos essenciais.

As plantas medicinais, que têm avaliada a sua eficiência terapêutica e a

toxicologia ou segurança do uso, dentre outros aspectos, estão cientificamente

aprovadas a serem utilizadas pela população nas suas necessidades básicas de

saúde, em função da facilidade de acesso, do baixo custo e da compatibilidade

cultural com as tradições populares. Uma vez que as plantas medicinais são

classificadas como produtos naturais, a lei permite que sejam comercializadas

livremente, além de poderem ser cultivadas por aqueles que disponham de

condições mínimas necessárias. Com isto, é facilitada a automedicação orientada

nos casos considerados mais simples e corriqueiros de uma comunidade, o que

reduz a procura pelos profissionais de saúde, facilitando e reduzindo ainda mais o

custo do serviço de saúde pública.

Por essas razões é que trabalhos de difusão e resgate do conhecimento de

plantas vêm-se difundindo cada vez mais, principalmente nas áreas mais

carentes.

Em todo o Brasil se multiplicam os programas de fitoterapia, apoiados pelo

serviço público de saúde. Têm-se formado equipes multidisciplinares responsáveis

pelo atendimento fitoterápico, com profissionais encarregados do cultivo de

plantas medicinais, da produção de fitoterápicos, do diagnóstico médico e da

recomendação destes produtos.

Para a OMS, saúde é: "Um bem-estar físico, mental e social e não apenas

ausência de doença". O uso de plantas medicinais como prática alternativa pode

contribuir para a saúde dos indivíduos, mas deve ser parte de um sistema integral

que torne a pessoa realmente saudável e não simplesmente "sem doença".

O homem conhece os benefícios medicinais das plantas há séculos.

Registros da medicina romana, egípcia, persa e hebraica mostram que ervas eram

utilizadas de forma extensiva para curar praticamente todas as doenças

conhecidas pelo homem. Muitas ervas contêm poderosos ingredientes que, se

usados corretamente, podem ajudar a curar o corpo. Nos seus primórdios, a

indústria farmacêutica baseava-se na sua capacidade de isolar esses ingredientes

e torná-los disponíveis em uma forma mais pura. Contudo, os herbalistas alegam

que a natureza colocou na mesma erva outros ingredientes que se equilibram com

os ingredientes mais poderosos. Esses outros componentes, embora

relativamente menos poderosos, podem ajudar a servir de intermediário, sinergista

ou contrapeso quando trabalham de forma harmônica com o ingrediente mais

poderoso. Portanto, ao usar essas ervas na sua forma completa, o processo de

cura do corpo utiliza os ingredientes oferecidos pela natureza de uma forma mais

equilibrada.

Muitos crêem que as propriedades curativas das plantas são tão eficazes

quanto os remédios industrializados e sintetizados, mas sem os efeitos colaterais

destes. Em países e comunidades nas quais o acesso a médicos e hospitais é

limitado, os remédios feitos de ervas são a forma principal de medicina. As ervas

podem ser muito potentes, portanto é importante regular sua dosagem.

Atualmente, em muitos países industrializados, as ervas são receitadas por

médicos e preparadas e vendidas em farmácias de manipulação. As ervas

realmente têm muitas funções curativas no corpo, mas devem ser usadas

adequadamente, nunca indiscriminadamente. Lembre-se de que nem toda a

planta é benéfica. Há plantas venenosas e algumas são até fatais, principalmente

se utilizadas por muito tempo. Certas ervas devem ser usadas apenas durante o

tratamento, não mais do que seis meses de cada vez. Visto que as ervas contêm

ingredientes ativos, você deve estar ciente de que alguns desses elementos

podem interagir de forma negativa com outros medicamentos sendo

administrados. Portanto é importante consultar um profissional da área de saúde

quando houver alguma dúvida quanto à segurança.

O Objetivo deste trabalho é possibilitar ao estudante ou ao profissional de

saúde a oportunidade de familiarizar-se com a forma mais antiga de tratar os

problemas de saúde da forma mais natural possível, evitando muitos efeitos

nocivos à saúde advindos da ingestão de medicamentos alopáticos.

Contudo, em nenhum momento pretendo interferir no processo terapêutico

indicado pelos profissionais de saúde. O intuito é prevenir e oferecer uma

alternativa para aliviar a dor.

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